Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário. | | | Para agilizar o sistema e diminuir o tráfego e as recusas que, supostamente, estariam a sobrecarregar a rede, a SIBS passou a validar, ela própria, estas transacções, confiando na idoneidade das empresas.
Questionada sobre se a SIBS estaria a enfrentar problemas informáticos, a referida fonte invocou que se tratava de uma pergunta «muito vaga», escusando-se a responder.
Pois é, parece que vamos ter uma bronca daquelas bem grande. Parece que os meninos se fartaram de brincar aos investimentos over-night na bolsa de Tóquio...
Não tarda nada, começam a surgir esquemas de débitos desconhecidos que quando se dão por eles, já é demasiado tarde ... |
| | | | ...e' que o "debito directo" nao e' uma invencao do Banco de Portugal nem da SIBS. E' um sistema utilizado em varios paises (e.g., no UK chama-se ""Direct Debit") ha' muitos anos, nunca se tendo visto grandes escandalos nem os velhos do restelo a mandarem as bocas do costume. Se uma empresa abusa do sistema, leva na tromba e vai a tribunal -- agora podem e' dizer que os tribunais em .pt nao funcionam... mas isso e' outra questao. Como tal, o artigo do Expresso e' na minha opiniao alarmista, incompleto, e como e' normal em portugal -- ignora o que e' feito la' fora por forma a lancar gasolina 'a fogueira. E' um artigo 'a portuguesa concerteza... "Monogamy is for guys that can't get pussy." --Steve-O.
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| | | | | Penso que o que perpassa da tua resposta é que isto se faz no estrangeiro, logo é bom... será?
Não considero o artigo nada alarmista, já que as alterações ao sistemas são drásticas e põem os consumidores, e até os bancos, numa situação muito sensivel.
Já nem falo em burlas ou fraudes, mas em simples erros, acho que é sempre mais facil "negociar" com uma empresa antes de ela ter o nosso dinheiro no bolso. |
| | | | Penso que o que perpassa da tua resposta é que isto se faz no estrangeiro, logo é bom... será? Nao, faz-se no estrangeiro 'a anos sem problemas, logo e' bom. Não considero o artigo nada alarmista, já que as alterações ao sistemas são drásticas e põem os consumidores, e até os bancos, numa situação muito sensivel. A mundanca para o Euro tambem o fez, o aparecimento de caixas multibanco tambem, o aparecimento de cartoes de credito tambem, etc, etc, etc -- Quando se muda passa-se sempre por fazes de adaptacao. Qual e' o problema ? Erros ? A palavra "erro" implica um factor humano -- como tal, e' reversivel. Queixas-te ao banco/SIBS. Qual e' o panico ? "Monogamy is for guys that can't get pussy." --Steve-O.
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| | | | Algumas considerações rápidas: - este novo "sistema" de débitos da SIBS apenas cumpre as directivas impostas pelo Banco de Portugal e Banco Central, relativamente ao sistema de "Direct Debit", como referido pelo Leitão. - O sistema apenas debita, sem perguntar ao Banco do cliente, o que foi acordado entre o cliente e uma empresa. Esta situação já existe, mas agora a SIBS debita sem esperar a autorização do Banco. - Este sistema impõe o limite de débitos directos, bem como a anulação se verificar-se que foi um débito incorrecto, desde que nos 5 dias após débito. - Relativamente aos problemas informáticos, considero que a SIBS está sempre presa pelas mãos com os Bancos. Ela só poderia (pode agora) fazer alguma operação se o Banco assim o autorizar, ou seja, precisava de uma resposta (recusa técnica, falta de saldo, etc) do Banco para dar a resposta á outra entidade que efectuou a operação. A única novidada aqui é a não espera da resposta do Banco para débitos. Se isto gera "tráfego" ou não, não serei eu certamente a melhor pessoa para o afirmar. Mas, talvez fosse uma boa ideia rever alguns "links" da SIBS para os Bancos. Talves ai a "velocidade" aumente.
Cumprimentos, vd |
| | | | | > Este sistema impõe o limite de débitos directos, bem como a anulação se verificar-se que foi um débito incorrecto, desde que nos 5 dias após débito. O consumidor passa então a ter a obrigação de verificar o seu extracto de, digamos, 3 em 3 dias ? Que interessante. |
| | | | O mais engraçado disso tudo é que segundo o meu último extracto bancário, só enviariam o extracto de conta mensalmente se: A) Eu fosse ao banco e o requisitasse; B) Houvesse movimentos que o justificassem (fica aqui o critério do banco). Enfim, eu só espero que o multibanco aqui da esquina esteja sempre a funcionar e ajuntar a isso tudo veems as taxas de utilização do multibanco que não sei em que pé é que isto ficou ou seja es preso por teres cão e es preso por não o teres, isso tendo em conta que pelo menos no meu banco (BCP) o sistema online não garante o funcionamento das operações de consulta 24 horas por dia. Cheers, (Agora não posso dizer mais nada porque vou ali correr a esquina ver o meu saldo)
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| | | | Nao te esquecas que o MB nem sempre e' imediato... Por exemplo, com as operacoes efectuadas durante o fim de semana com o MB, provavelmente so' te aparecerao TODAS JUNTAS na 3a feira seguinte ... (ja' me aconteceu por varias vezes). Quando se tem a faca e o queijo na mao ...
-- Reading the FM |
| | | | Podes sempre ver aqui sem pagar nada passe a publicidade : CidadeBcp "Portugal e um pais geometrico... ...tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas por bestas quadradas" (Unknown Author) |
| | | | sim sim.. experimenta usar isso depois da meia noite e aos fins de semana sem ordem especifica e sem um AND aplicado.
Era bom que a mesma cidade bcp estivesse sempre on no que consta a operações de consulta que é mentira.
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| | | | "A) Eu fosse ao banco e o requisitasse; " Completamente compreensivel. Existe bancos que não disponiblizam cadernetas nem extractos mensais por "custos" operacionais. No entanto, aplica-se a mesma regra da factura detalhada nos telemoveis. Só mandam se o requesitares. "B) Houvesse movimentos que o justificassem (fica aqui o critério do banco)." Outra medida completamente compreensível! Não vão enviar-te um extracto detalhado só com 2 operações por mês... No mínimo requerem X operações.
Cumprimentos, vd |
| | | | Eu não disse que deixei de receber o extracto, o que disse foi que o BCP só irá enviar o extracto de conta a quem o pedisse ou aqueles a que justificasse, ou seja, o que eles dizem é se acharmos que temos de enviar enviamos se não tens de vir cá pedir, a medida não é nova nem invadora e até compreensivel nos dias de hoje não passando a ser por isso justa para todos, principalmente tendo em conta as novas taxas que querem aplicar sobre as consultas, que é um direito que temos visto que é de nosso dinheiro se tratar, afinal sejam 1 € ou 1000 € o dinheiro ainda é nosso. E em relação as tuas considerações sobre a minha pessoa, podem ficar contigo mesmo porque ninguem tas pediu.
Em relação ao site da cidadebcp, se realmente utilizasse o site como eu o utilizo, veria que aquilo não trabalha com todas as operações 24 sobre 24, segundo ele por questões logisticas... (whatever). Enfim os anonimos e o cheirinho a peixe que eles trazem junto normalmente nem merecem direito a resposta, mas o teu caso parece ser especial, porque parece que não sabes usar o que usas, ou então, tens mais menos uma ideia de como a coisa funciona e como podes levar alguem a ficar ainda mais confunso achei que "merecias" uma resposta.
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| | | | Todos os bancos encerram serviços "criticos" (leia-se que façam operações ao "Central") para actualização de BD's. Dou um exemplo; Para fazer backups 'as Base de Dados precisam de remover os locks a tabelas. O que leva a indisponibilizar serviços durante o tempo de backups. Muitos outros usam até um certo periodo de tempo para fazerem actualizações, seja enviar informação para outros bancos, seja para actualizar informação de clientes. Os "on-lines" dos bancos são apenas um frontend para web (wap, itv, sms, you_name_it), que estão completamente dependentes dos sistemas centrais. Se os centrais não estão disponíveis ...
Cumprimentos, vd |
| | | | Não sou contra ao encerramento dos serviços mas da falta de alternativa a esses vistos que as alternativas impostas ou não funcionam ou funcionam mau ou simplesmente não existe e quando existem la se lembram eles de cobrar uma taxa para os fazer valer. É isso ao o que sou contra o direito a informação correcta no momento preciso duma coisa que é tua.
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| | | | Confias no banco de forma a não verificar o extracto frequentemente? Não usas cadernetas para manter uma cópia de confiança dos extractos? |
| | | | Correcto. O BBVA tambem as tem. |
| | | | Estás a gozar, mas sempre tens um suporte em papel para conferência do saldo. Sempre é mais fiável que um cartão magnético ou um chip electrónico, se bem que aqui a definição de viável tenha muito que se lhe diga. |
| | | | viável != fiável ;) A caderneta é um sistema viável, mas por vezes (devido á banda magnética "manhosa") deixa de ser fiável.
Cumprimentos, vd |
| | | | O que se está aqui a fazer é alterar uma forma de funcionar (que terá vantagens e desvantagens/riscos) para outra forma de funcionar (que terá outras vantagens e outras desvantagens/riscos). Uma coisa no entanto fica claro: a alteração vai alterar a situação de riscos em termos do cliente final, pois antes os créditos directos teriam que passar por mais uma barreira do que actualmente. Pode ser (e a experiência estrangeira de que o Leitão é testemunha parece confirmar) que o novo nível de confirmação seja suficiente. No entanto aparentemente aquilo que era uma garantia que o teu banco fornecia anteriormente (que débitos directos na tua conta sem a tua autorização não poderiam ocorrer) deixa de existir, e passas tu a acartar com esse risco adicional. Isso não é trivial, anteriormente se existisse algum débito não autorizado, o teu banco poderia perder dinheiro, mas TU não. Agora, não é o teu banco que pode perder o dinheiro, e sim TU. Qualquer risco, por pequeno que seja, deste género tem um determinado valor (correspondente por exemplo ao valor de uma apólice de seguro para este tipo de risco) e houve uma transferência de risco o que significa que houve uma transferência de custo. Ora, EU não recebi nenhuma comunicação do meu banco acerca disto, nem houve qualquer alteração do meu contrato com o meu banco... Parece-me que pelo menos isso deveria ser feito, não? Cumps,
Cumps, JB |
| | | | | "No entanto aparentemente aquilo que era uma garantia que o teu banco fornecia anteriormente (que débitos directos na tua conta sem a tua autorização não poderiam ocorrer) deixa de existir, e passas tu a acartar com esse risco adicional. Isso não é trivial, anteriormente se existisse algum débito não autorizado, o teu banco poderia perder dinheiro, mas TU não. Agora, não é o teu banco que pode perder o dinheiro, e sim TU. "
A única coisa que muda no processo é que a SIBS não fica á espera da resposta do banco para um débito, daí se chamar "débito directo". No entanto, é necessária sempre autorização do banco ou do cliente para se efectuar o débito. Eles não vão sacar dinheiro só por sacar. No entanto, concordo com a politica de que o cliente deveria de ser responsabilizado por tudo o que faz. Ninguem o manda autorizar débitos a torto e a direito, como hoje em dia se faz.
Cumprimentos, vd |
| | | | A única coisa que muda no processo é que a SIBS não fica á espera da resposta do banco para um débito, daí se chamar "débito directo". No entanto, é necessária sempre autorização do banco ou do cliente para se efectuar o débito. Eles não vão sacar dinheiro só por sacar. O que muda é que antes para um débito ser válido era preciso dar conhecimento á empresa e ao banco. Se o banco não tivesse esse conhecimento, não era possível o débito. Agora, os critérios da "autorização" ficam por conta da empresa que vai receber o dinheiro (uma simples assinatura sem preencher um checkmark minusculo pode ser considerada suficiente pela empresa). Ou uma empresa que conheça os dados financeiros de um cliente a achar que este tem uma divida para com ela, pode considerar que tem autorização para efectuar um débito em conta. Claro que existe, de acordo com a posição da empresa, uma autorização, mas existirá essa autorização de acordo com a posição do "cliente"? Antes o cliente tinha um mecanismo simples de impedir débitos á partida, agora deixa de o ter, tendo de 3 em 3 dias verificar a conta. Para a empresa, pode facilitar as coisas, para o cliente de certeza que aumenta os riscos. Claro que podes dizer que o cliente pode sempre recorrer á justiça, ou reclamar no prazo indicado (se tiver conhecimento disso, é claro). No entanto an situação anterior, a empresa tinha exactamente essas mesmas opções, e aparentemente tal não era considerado suficiente. A questão é que se passou de uma situação que era favorável ao cliente para uma que é favorável à empresa. Pode-se justificar com "agilização" o que se quiser, a verdade não muda. No entanto, concordo com a politica de que o cliente deveria de ser responsabilizado por tudo o que faz. Ninguem o manda autorizar débitos a torto e a direito, como hoje em dia se faz. Acho bem, desde que o mecanismo de autorização tenha salvaguardas que impeçam o seu abuso. Não estou a ver essas salvaguardas, estou a ver simplesmente uma solução administrativa "simples" que retira algumas salvaguardas existentes sem dar nada em troca. E por outro lado, as autorizações já existentes foram feitas numa determinada moldura legal, e pretende-se alterar essa moldura sem o cliente ter de fornecer de novo essas autorizações. E não vejo nenhum grande movimento de informar os clientes da alteração, tu vês? Uma coisa é certa, com o novo regime é preciso ao cliente estar muito mais ciente das autorizações que dá (ou deu?)...
cumps,
Cumps, JB |
| | | por Anonimo Cobarde em 21-10-02 9:56 GMT (#20) |
| Achei por bem fazer uma transcrição do Artigo 4º Pontos 3 e 4. "Aviso do Banco de Portugal n.º 1/2002" "3 - As instituições de crédito são obrigadas, a requerimento dos devedores, a comprovar a existência e a regularidade das autorizações de débito em conta, bem como, nos casos de estas autorizações terem sido processadas pelos credores, a creditar os valores indevidamente debitados, quando se comprove a sua inexistência ou irregularidade. 4 - As instituições de crédito devem obter dos seus clientes credores e entregar às instituições de crédito dos devedores daqueles clientes, a pedido destas e no prazo de quatro dias úteis, as autorizações de débito em conta processadas pelos mesmos." Ou seja se o cliente do banco não estiver sempre em cima da jogada, e pedir para ver tudo, bem que está desgraçado. PS: Vou passar a guardar o dinheiro por baixo do travesseiro, ou dentro da casota do Rottweiller. |
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