Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário. | | | Estou a pensar ir amanhã, pelo menos, se conseguir arranjar um furo. Acho lamentável que quase ninguém neste país pareça estar interessado neste importantíssimo processo, do qual depende em grande parte o nosso futuro.
--- Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca) "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso." |
| | | | Alguma nova distro de linux??? |
| | | | | Este comentário deveria ter, em vez de 1 ponto, uns -20, porque é tão infeliz mas tão infeliz que até dá pena .... |
| | | | tenho um novo conceito para ti..humor! |
| | | | Olá mais uma vez, Hoje dei mais um "salto" ao site do MCIES (Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior) e verifiquei que agora, na sua página dedicada ao Processo de Bolonha, estão a receber CONTRIBUTOS (isto é, opiniões) individuais sobre o Processo de Bolonha. Os contributos que já foram enviados podem ser lidos em: http://www.mcies.pt/?id_categoria=58 Se ainda quiserem enviar um contributo, devem fazê-lo até 31 de Janeiro de 2005 (ou seja, até HOJE!) (Já agora, NADA tenho a ver com o MCIES. Sou apenas um cidadão que concluiu a sua Licenciatura, cá em Portugal, há já mais de 5 anos.) Um abraço a todos, Ricardo |
| | | | Se não for pedir muito, seria interessante que alguém que foi a uma dessas conferências e/ou tem conhecimentos sobre isto, explicasse um pouco sobre isto do Bolonha.
Pelo que me foi dito, o objectivo deste tratado seria que se uma pessoa ao fim de 3 anos de curso ficava com o título de Bacherlato. Se quisesse poderia fazer a licenciatura até ao fim. Se isto for assim, não vejo grande revolução, nem percebo o porquê do tanto interesse nisto. Mas concordo que é algo agradável. A meu ver, revolução seria se tipo uma licenciatura de 5 anos fosse encurtada para 3.
<shame>Houve menos abstenção no Iraque do que a que há em Portugal.</shame> |
| | | | | Antes de mais, recomendo a leitura do seguinte documento PDF que está no site do MCIES: http://ww w.mcies.pt/docs/ficheiros/processo_bolonha____web_31_Outubro.pdf Pela leitura desse documento, conclui-se que o processo de Bolonha abarca várias vertentes, nomeadamente: - Consolidação do sistema europeu de transferência de créditos (ECTS), concretização do sistema de reconhecimento de graus académicos com a emissão gratuita do Suplemento ao Diploma(...);
- Adopção de uma estrutura de graus baseada essencialmente em dois ciclos;
- Promoção da mobilidade de estudantes, de docentes e de pessoal não docente;
- Adopção de medidas de promoção efectiva da dimensão europeia do ensino superior;
- Adopção de medidas que fomentem a participação dos estudantes em todas as fases de implementação do Processo, incluindo a criação de condições efectivas de estudo e de vida, garantes da possibilidade de conclusão dos cursos ou estudos em tempo razoável, sem obstáculos associados à condição económica ou social dos estudantes;
- Adopção de medidas e programas necessários ao reforço da atractividade do ensino superior europeu, nomeadamente reforçando a política de concessão de bolsas de estudo a estudantes de países exteriores ao espaço europeu(...)
Ora bem, passando ao ponto mais "mediático" e que referiste ("Adopção de uma estrutura de graus baseada essencialmente em dois ciclos"). Se considerarmos o "Ensino Superior" como 3 ciclos (em termos de conferir "Graus Académicos"): - Um primeiro ciclo (Bachelor)
- Um segundo ciclo (Master)
- Um terceiro ciclo (Doutoramento)
... então, o processo de Bolonha poderá conduzir a que: - o grau de Bachelor seja atingido em 3 anos
- o grau de Master seja atingido em 5 anos (os 3 anos do Bachelor MAIS 2 anos)
Assim, isto representa uma redução em 1 - 2 anos para atingir o grau de "Mestre", em Portugal (3 + 2 anos face aos actuais 4 + 2 OU 5 +2). Porque usei os termos Bachelor e Master? Porque, na minha opinião, a "realidade" do Bachelor será diferente da actual (quer dos "Bacharéis", quer dos "Licenciados"). Isto fica mais claro, curiosamente, se olharmos para o caso dos Mestrados: hoje em dia, para se ter o Grau de Mestre, em Portugal, é necessária a apresentação de uma "Dissertação de Mestrado". Assim, os "Mestrados" em Portugal hoje terão todos uma vertente importante de Investigação. Se vierem a ser criados "Mestrados Profissionais" (que já existem noutros Países) provavelmente esses não terão essa vertente de investigação. E assim, mesmo o grau de "Mestre", para aqueles que escolham um "Mestrado Profissional", significará algo diferente daquilo que o grau de "Mestre" significa em Portugal, hoje. Recomendo a leitura da pág. 25 do Parecer do Prof. Luís Soares (para a Área de Engenharia) que apresenta uma tabela com os requisitos para os Graus de Bachelor e Master, de acordo com os chamados "Descritores de Dublin". Um abraço a todos, Ricardo |
| | | | Tendo em conta que a grande maioria das licenciaturas na área cientifica e engenharias têm nos programas curriculares um conjunto de cadeiras invariantes nos 3 primeiros anos, acho que o objectivo é reconhecer essa habilitação complementar, mas incompleta, gerando a hipótese de ingresso no mercado de trabalho antecipadamente. Uma espécie de 12º ano alargado, com muitos conhecimentos não propriamente finalizados/entregues. Ignorando a designção dos graus, acho que é óbvia a supressão do grau de mestre, porque em 5 anos não há mestres. Outra hipótese seria uma revolução nas cadeiras, isto podia ser alcançado via condensação dos programas (não sei como), via especialização, ou então um método pedagógico completamente inovador. A especialização parece-me ser a praxis que vai ser adoptada, penalizando os beneficios óbvios dum conhecimento científico transversal, porque as diferentes áreas cientificas intercruzam-se muito proveitosamente. Outro problema da especialização é a plasticidade do mercado de trabalho face à inflexibilidade dos formados. |
| | | | Olá outra vez, Protozoario escreveu: Ignorando a designção dos graus, acho que é óbvia a supressão do grau de mestre, porque em 5 anos não há mestres. Não sei se, com essa frase, pretendias significar que em 5 anos ninguém domina completamente um campo de conhecimento. Se fôr esse o significado, OK, compreendo essa posição (é discutível, na medida em que depende do campo de conhecimento, e depende do nível a partir do qual se considera que alguém é "mestre" nesse campo; mas aceito que se afirme que, em boa parte dos casos, 5 anos é pouco para dominar uma área). Contudo, se estás a referir-te ao Grau de Mestre, a afirmação já não é completamente verdadeira: mesmo em Portugal, hoje em dia, já se pode ser Mestre (ter o Grau de "Mestre"), pelo menos numa Universidade, com 5 Anos de Ensino Superior (4 anos de Licenciatura + 1 ano de Mestrado), especificamente no caso de: Mestrado de Economia na Universidade Católica (o Mestrado dura apenas um ano lectivo - a dissertação é efectuada ao longo do ano curricular). Dado que a Licenciatura de Economia na Univ. Católica actualmente dura 4 anos, pode-se ser Mestre passados 5 anos (4 + 1) É possível que haja outros exemplos, para além deste Mestrado de Economia. Alguém conhece mais algum? Um abraço a todos, Ricardo |
| | | | Só hoje (7 de Fevereiro) é que dei conta de um pequeno erro na notícia que submeti: O e-mail para contacto é acuradoATreitoria.ul.pt e não acuradoATreitoria.utl.pt As minhas desculpas pelo lapso. Um abraço a todos, Ricardo |
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