| Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário. | | | Um bocado + de megalomania não fazia mal a ninguém, o que me "chateia" nestes artigos a adivinhar o futuro é sempre a pequenês com que as coisas são feitas. Já nos filmes e séries de ficção cientifica dos anos 70 se faziam uns computadores enormes, com milhentas bobines de fitas sabe-se lá com o quê e válvulas do tamanho de ananázes! Mas será que ninguêm se lembra que para além da tecnologia existente, há sempre uma tendência para o aparecimento de novas tecnologias, tendencialmente mais rápidas, mais pequenas, e com objectivos completamente diferentes dos existentes num detrminado momento? A pequenez ataca outra vez quando à vinte anos a IBM lançou o primeiro PC, desta vez com a previsão de que no ano 2000 haveria cerca de 80 milhões de PC's em todo o mundo, claro que de novo este numero foi um fiasco total e o que aconteceu é que quando essa data chegou o numero estava mais perto dos 800 milhões do que dos 80. Mais uma vez, um senhor do qual não me recorda o nome (e não, ao contrário do que para ai se afirma não foi o Bill Gates, que na data em que isto se passou, ainda não tinha idade para mandar palpites) resolveu que os computadores nunca iriam ter 1MB de RAM e criou aquele sistema de endereçamento marado que quem programou para DOS, nos tempos em que o DOS era DOS, conhece perfeitamente.
Daqui a vinte anos, se ainda alguém se lembrar deste suposto "email do futuro", só se vai poder rir e pensar "mas quem escreveu isto tinha o q na cabeça?", tal como nós hoje pensamos de quem disse que os computadores nunca iriam precisar de 1MB de RAM. Por outro lado a evolução é completamente imprevisivél, em 1990 quem haveria de dizer que hoje quase toda a gente teria um telemóvel, ou que quase toda a gente iria utilizar um sitema derivado daquele horrivél Windows 3.0, que nos fazia perguntar "Mas afinal para quê que isto serve? Quando corro algum programa utilizando isto, o programa fica horrivélmente lento, ou então diz que não tem memória!" No fundo, no fundo, quem haveria de à dez anos dizer que a informática iria crescer tanto e evoluir tão pouco. |
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